Chegamos agora à noite no Vale do Paraíba. Elaine ficou em Taubaté e de lá foi pra casa em Pindamonhangaba e eu fiquei em São José dos Campos e vim de carona com meus pais pra Jacareí
Gostaríamos de agradecer a todos que nos acompanharam nesta viagem e dizer que foi mais uma experiência significativa pra nós. Tudo que vimos, ouvimos e fizemos foi importante pra entendermos como fazer e porque fazer música. Trouxe-nos mais significados (já que sempre precisamos apresentar muitos) pro fazer musical e nos inspirou a continuar nosso trabalho aqui com vocês e com quem conosco quiser fazer música.
Agradeço aqui especialmente à Elaine por ter me acompanhado nesta viagem (pois, ela não iria esse ano) e dizer que a presença dela foi muito importante por ter me ajudado na leitura dos textos e tudo mais.
Deixo aqui um abraço a todos e espero vê-los em breve!
Hoje, oficialmente último dia de aulas do festival, finalmente tive uma grande aula de regência. Tive a oportunidade de experimentar o gestual a serviço do coro (os próprios alunos de regência) seguido das observações do professor Mário Assef. Depois de três anos seguidos neste festival pude sentir alguns passos, mas, como tudo na vida, a cada passo que se dá se descobrem mais uma porção que ainda necessitam ser dados.
De sobra ainda acabei dando entrevista pra TV PANORAMA, a Globo aqui da região de Juiz de Fora. Eles também me filmaram regendo o coro na aula de regência. Aliás, todos os dias sem exceção a TV foi ao local do festival e cobriu as aulas e os concertos. O festival movimenta muita coisa por aqui como o turismo, o comércio, a economia de uma forma geral.
Elaine conseguiu fazer uma aula com Paulo Bosísio, além de assistir todas as palestras que ele deu ao longo do festival.
O ensaio geral do madrigal foi na igreja onde seria o próprio concerto. Ainda no ensaio geral havia algumas coisas a serem acertadas. Este ano o Homero teve que trabalhar mais intensamente pra manter o padrão de qualidade dos outros anos. Pra mim o desafio foi maior por ter uma parte (ainda que pequena) de solo. Antes do madrigal entrar algumas apresentações de câmara foram feitas e pra finalizar o madrigal entrou. Como sempre, na hora dá tudo certo (na medida do possível). O padrão de qualidade sempre é bom e o público sempre adora o trabalho do Homerinho – assim o chamamos depois de um tempo de convivência -. Meu solo de alguns compassos saiu ainda que um tanto tenso, mas, foi importante pra mim enquanto regente e estudante de regência, saber o que passa o cantor solista num trabalho como esse. Compreender o cantor, suas dificuldades técnicas e emocionais deve ser o primeiro aprendizado do regente de coro, em minha opinião. No final ficamos todos felizes e satisfeitos. Cantar é realmente muito bom. Com qualidade é melhor ainda!
Amanhã arrumaremos as malas logo cedo e embarcaremos às 14h para o Vale do Paraíba. Ao chegar em casa darei notícia a todos sobre minha chegada. Desde já vos agradeço por nos acompanhar de alguma forma nesta viagem.
Hoje o Homero começou a apertar mais durante os ensaios do Madrigal. A primeira semana sempre é uma lua de mel e a segunda semana é o cotidiano. Mas ele sabe fazê-lo sem perder a ternura e o encanto pelo trabalho.
Fui ao concerto com a cravista Mayra Pereira e a flautista doce que também toca fagote barroco Isabel Favila. Depois de mais da metade do concerto me dei conta de que a Mayra foi a cravista que nos acompanhou no madrigal em 2008 e também nas aulas de canto barroco que fiz com Pedro Cury. Ela tinha acabado de chegar da Europa onde estudou na mesma escola e com alguns dos mesmos professores que o nosso maestro Altamiro Bernades estudou anos antes.
Elas tocaram Pierre Danican Phildor (1681-1731), G. P. Telemann (1681-1767), J. S. Bach (1685-1750) e Cristoph Schaffrath (1709-1763). O barroco francês tem lá sua graça, contudo, quando não se trata de Lully ou Couperin (e mais uma meia dúzia de nomes importantes) não vemos nem ouvimos nada de realmente muito especial. Já Telemann, que seria alemão nos dias de hoje, apesar de ser o “comercial” de sua época, ou seja, de sua música ser de mais fácil compreensão dentre seus conterrâneos e contemporâneos, é impressionante a diferença de estrutura formal e composicional em relação ao primeiro compositor citado que nasceu no mesmo ano que ele. No entanto Bach sempre chega roubando a cena. Nele a estrutura ganha profundidade e significado. A peça apresentada de sua autoria foi a única para cravo solo neste concerto. Foi a Sonata em ré menos BWV 964.
Quando assistimos um concerto de cravo não podemos esperar variedade de timbre, mas, variedade de música dentro do mesmo timbre. Não sei como é possível, mas sei que ouvimos a melodia quando está na voz mais aguda, no meio ou na voz mais grave e essa sutileza que é interessante num concerto desse tipo. Quem chega com uma audição superficial corre o risco de não gostar e achar monótono. No entanto quanto maior a bagagem e a percepção musical do ouvinte maior será o aproveitamento desse concerto.
A última peça, de Schaffrath teve solo de fagote barroco. Ele tem uma sonoridade mais seca e mais leve que o fagote “atual” e pelo jeito a afinação é bem mais difícil também. Mesmo assim Isabel Favila deu show de execução e impressionou pelo entrosamento e musicalidade junto à cravista Mayra Pereira. Foi um excelente concerto!
Hoje o ensaio do madrigal teve a participação das flautas doces, do violino barroco, do violoncelo barroco e do órgão positivo. Eu (tenor 2), o tenor 1 e o baixo atuamos como “solistas em trio”. O maestro Homero está levando o ensaio pra frente para que dê tempo de aprontar tudo. Já estamos na fase do acabamento, mas, algumas coisas estão sendo construídas juntas. Parece que estamos construindo um edifício de cinco andares.
O concerto de hoje foi na igreja São Sebastião, em frente uma das principais praças de Juiz de Fora (Praça Halfeld). Quem se apresentou foi o Quarteto Bosísio liderado pelo violinista Paulo Bosísio (primeiro violino). Acompanham-no Carlos Mendes (segundo violino), Dhyan Toffolo (viola) e Mateus Cecatto (violoncelo). O programa foi uma obra de Joseph Haydn chamada “As sete últimas palavras de Cristo na cruz”. Trata-se de uma obra programática que conta com um narrador que lê trechos bíblicos que narram os últimos momentos de Cristo na cruz. Em cada uma das sete reflexões de Cristo há uma música, normalmente, uma sonata. Há uma “L’introduzione” e um final – Il terremoto.
O quarteto é formado por músicos muito experientes de dispensa comentários. A única coisa que vale a pena observar é que um quarteto de cordas em muito se parece com um grupo vocal. Os problemas de afinação são os mesmos. Mas existe a “desafinação” individual e a “desafinação” do grupo. Afinar-se individualmente é o primeiro trabalho a ser feito. Afinar com o grupo já é outra história. Requer tudo aquilo que sabemos ser necessário para estar tudo no lugar...e dá muito trabalho!
Apesar de uma desafinação aqui ou ali, típica dos instrumentos não temperados (como a voz, por exemplo) não interferiu no trabalho musical do grupo que em todos os outros aspectos foram muito bons – ataques, finalizações de frases, dinâmicas, articulações e timbre. O grupo apesar de ter história desde os anos de 1980, com esta formação é novíssimo. Estão juntos desde o ano passado apenas. É um grupo que ainda vai dar muito que falar, embora já se tenha muito pra falar a respeito.
Bom...vou ficando por aqui porque amanhã teremos nosso último dia de aula. Quinta-feira serão as apresentações da sala de regência (se é que vai mesmo acontecer) e a do madrigal (que com certeza vai acontecer). Sexta-feira embarcaremos às 14h, Elaine pra Taubaté e eu pra São José dos Campos, e de São José pra Jacareí. Mas ainda amanhã temos o último concerto para assistir e eu postarei aqui meus comentários sobre o último dia de atividades didáticas do festival.
Hoje foi um dia relativamente tranqüilo para nós. Logo cedo fomos eu e Elaine a uma igreja luterana perto do apartamento que estamos. Apesar de não haver um coral cantando como na época de Bach, podemos reconhecê-lo nas melodias dos hinos cantados pela assembléia.
À tarde conseguimos descansar e estudar um pouco. Elaine com o concerto de Bach e eu com as músicas do madrigal e da classe de regência.
O concerto da noite foi com a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo dirigida pelo maestro Helder Trefzger. A orquestra apresentou “Prelude and Fugue – The Spitifire” de Willian Walton, Concerto para harpa e orquestra de Radamés Gnatali e Sinfonia em Ré menor de Cesar Franck. O prelúdio de Walton remete às marchas militares tocadas nas escolas americanas pelas bandas sinfônicas estudantis de altíssimo nível.
Já o Concerto para Harpa de Gnatali foi o ponto alto desta apresentação. A escrita de Gnatali impressiona por ser dissonante sem perder a ternura. Apresenta a dissonância de maneira doce e gentil. Sua sonoridade, principalmente nas cordas e madeiras, lembra as melodias harmonizadas da MPB na época da bossa-nova. Aliás, ele a influenciou fortemente tendo sido professor do nosso querido Tom Jobim.
A atuação da harpista que é integrante da orquestra (Cristina Carvalho) foi brilhante. A harpa é um instrumento que remete à antiguidade, ao Egito e mesmo à Grécia antiga, que tinha Orfeu com sua lira feita das tripas de um animal. Dizem que foi ele quem deu som à poesia e criou a canção. Dessa mesma forma, com a canção, seduziu o Caronte (barqueiro que conduzia as almas à morada de Ades) e buscou Eurídice na grande lenda da mitologia grega Orfeu e Eurídice. Realmente a harpa hipnotizou o público do Cine Teatro Central em Juiz de Fora que parecia imóvel nas poltronas e com olhos arregalados durante o concerto de harpa. As melodias doces eram mescladas com contrastantes acordes dissonantes, mas, tudo com muito bom gosto e sutileza. Para este número Radamés deixou apenas as cordas da orquestra acompanhando a harpa solista.
A sinfonia de Cesar Franck traz o peso da tradição da música francesa. Rica em combinações timbrísticas ela também encanta pelo melodismo e sutilezas harmônicas típicas dos compositores da terceira geração de românticos com modulações surpreendentes que contrastam com densidades sonoras e efeitos que não nos deixam perder a atenção um só segundo.
A orquestra em todo repertório se apresentou com classe e competência. É curioso como um estado tão pouco falado (ao menos no sudeste) como é o Espírito Santo tem uma orquestra tão consolidada e de alto nível. Na doutrina cristã o Espírito Santo representa a sabedoria, então, não deveria nos espantar que tal grupo honre essa dádiva e mostre ao mundo sua sabedoria musical. Ao menos por causa dessa orquestra o Espírito Santo deveria ser mais falado...e bem falado!
Fico por aqui, pois, amanhã retornaremos à rotina de aulas, ensaios e concertos. Estejam certos que darei mais notícias.
Grande abraço a todos!
O festival está exatamente no meio considerando a quantidade de aulas que teremos. Os trabalhos dos grupos estão estabelecidos e a partir de segunda-feira os ensaios serão mais intensos, pois, as apresentações serão na quinta-feira.
Dei uma passada na sala do violinista Luis Otávio Santos e o vi falar com um aluno sobre afinação. Apenas nessa meia-hora de aula já me ascendeu muitas idéias mesmo porque ele falava sempre da possibilidade de afinação natural com os grupos de cordas e grupos vocais.
O concerto da noite foi algo especial. Trata-se do grupo de música antiga da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). O grupo dirigido pelo musicólogo Domingos Sávio Lins Brandão dedica-se à pesquisa do repertório colonial, especialmente na região de Minas Gerais tal qual a maneira de execução e construção das réplicas dos instrumentos antigos. O quarteto vocal que acompanha o grupo instrumental é formado exclusivamente por homens para remeter à prática da música sacra nas igrejas mineiras do século XVIII quando apenas estes atuavam nos ofícios litúrgicos.
A sonoridade do grupo é um tanto exótica e diferentemente da estética apresentada pela orquestra barroca de Luiz Otávio Santos, que apresenta um repertório europeu consolidado, o grupo da UEMG apresenta fragmentos de melodias de caráter medieval e os efeitos obtidos pela instrumentação reforçam o caráter antigo até mesmo pela “imprecisão” na afinação e característica rudimentar dos timbres. O concerto encantou ao público de uma forma geral que não se continha em assistir sentados nos bancos da igreja do Rosário e levantavam ou colocavam-se nas laterais para poder observar mais visualmente os instrumentos antigos nunca antes visto talvez pela maioria de nós.
No final de semana vamos estudar, já que não haverá aulas, pois temos muitas leituras a serem colocadas em dia. Elaine (violino), que me acompanha nesta viagem assistiu durante toda semana palestras com o violinista Paulo Bosísio e fez aulas práticas de instrumento com Marena Sales, que assim como Bosísio também é do Rio de Janeiro. Ela está trabalhando o Concerto em Mi Maior para violino de Bach. Vamos tentar descansar e estudar apesar do pouco tempo.
Continuarei escrevendo à medida que novidades forem acontecendo. Deixamos aqui um abraço para todos.
Comecei hoje a ensaiar a peça que provavelmente vou reger na apresentação da sala de regência do festival na próxima quinta-feira na parte da manhã. É o Sepulto Domino do Pe. José Maurício Nunes Garcia. Foi uma breve leitura que continuará amanhã. Quando estudo a música em quaternário o professor pede para reger em binário para dar mais fluência à peça. Quando estudo a regência em binário o professor pede em quaternário para dar mais peso e dramaticidade, ou seja, como diria minha amiga Lana: “aluno sempre entra pelo cano!” hahaha...
No madrigal apareceram mais três peças. Uma é um coral de Bach, provavelmente de alguma cantata. Não houve tempo para perguntar qual era o BWV, mas, iremos saber mais cedo ou mais tarde. Outro Purcell apareceu por lá também. É o “The bashful Thames”. Um outro inglês cujo sobrenome é Humfrey também apareceu dentre os compositores ingleses. Homero diz que não há um quarto compositor inglês...hahaha...apenas Byrd, Purcell e Humfrey. A peça dele é aquela que eu e mais dois meninos faremos os solos. Chama-se “By the waters of Babylon”. É uma peça extremamente dramática e de difícil leitura por tantos cromatismos. Aliás, este é o ano dos cromatismos! Todas as peças, com exceção do Bach, têm cromatismos complicados.
Coincidência ou não, está aí uma missão para este festival: desvendar mitos. Vários deles já foram desvendados nas outras postagens deste blog e aqui vai mais um mito por água a baixo: música da renascença e do barroco não tem dissonância...hahahaha! Basta ler e cantar um Purcell que veremos que dissonâncias não são propriedades da MPB, do jazz, da música do sec. XX, do romantismo ou do classicismo. Vemos a gênese da dissonância nos geniais compositores da renascença e por mais que ouçamos isso ou aquilo nas aulas de história, contraponto ou harmonia, não há nada como botar a mão na massa e experimentar na prática essa música que é completa e continua atual, mesmo com 600 anos de existência.
Hoje não fomos a nenhum concerto. O cansaço chegou a um limite de não conseguirmos fazer outra coisa se não dormir, mesmo porque o que vem por aí é correria para preparar as apresentações da semana que vem.
Apesar de estar muito legal tudo por aqui sinto saudades. Deixo um abraço a todos!
Hoje fizemos o primeiro ensaio do madrigal com o maestro Homero. Lemos uma peça de Thomas Weelkes (1575-1623) chamada “In Pride of May” a 5 vozes (SSATB); de Claudio Monteverdi lemos o primeiro madrigal de um conjunto de 8 madrigais também a 5 vozes; e por fim, de Henry Purcell “Hear my prayer, O Lord” a 8 vozes, onde cada uma das 4 vozes têm divises. Grande parte do grupo são novos no madrigal e dentre as sopranos descobri uma moça da Letônia. Ela falou da forte tradição do canto coral no país e demonstrou satisfação com o trabalho do maestro Homero.
O concerto da noite foi do conjunto Sacra Vox do Rio de Janeiro regido pela maestrina Valéria Matos. Este grupo é vinculado à Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O grupo é formado por 16 cantores e uma pianista. O repertório tinha compositores românticos como Anton Bruckner (1824-1896), Johannes Brahms (1833-1897) e Felix Mendelssohn (1809-1847); compositores do Brasil colonial como Francisco Manuel da Silva (1975-1865) e Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830); e como encerramento do concerto realizaram uma peça de Johann Hermann Schin (1586-1630) e por fim os corais da cantata BWV 21 de4 Johann Sebastian Bach (1685-1750).
Os corais cariocas costumam apresentar aspectos diferentes dos corais paulistanos. A preocupação com algumas padronizações de texto e timbres, por exemplo, é uma marca mais presente nos coros paulistanos (ainda que não dentro do ideal) que nos coros cariocas. Já esses se preocupam mais com questões interpretativas como dinâmicas e efeitos de caráter dramático, ou seja, o trabalho musical costuma ser mais intenso. Uma pequena abertura foi feita com um quarteto (SATB) formado por cantores do coro. Cantaram graciosamente algumas peças do renascimento francês. Este quarteto demonstrou mais equilíbrio entre as vozes e um trabalho timbrístico mais uniforme que o próprio coro. De uma forma geral o coro fez uma boa apresentação. As partes homofônicas soavam bastante “massudas” e cheias de vigor. Os trechos contrapontísticos e repletos de coloraturas (no caso de Bach) também apresentaram bons momentos. Creio que o coro está no caminho certo mesmo porque devemos considerar que tratam-se de vozes ainda muito jovens.
Vou ficando por aqui porque tenho que estudar os textos do repertório do madrigal. Um grande abraço a todos e obrigado por acompanharem nosso blog.
Hoje passei pela classe do cravista Alessandro Santoro que estava trabalhando com um aluno a realização do contínuo com uma ária de Monteverdi. Ele falou da importância de conhecer o repertório, a técnica e o idioma do cravo para fazer bem o baixo contínuo.
Depois passei na classe do maestro e musicólogo Sérgio Dias que está falando durante o festival sobre metodologias de pesquisa na área musical (musicologia). É impossível falar de história da música sem falar de história geral e essa é a parte interessante. Pessoas cercadas de muita informação e conhecimento em diversas áreas quando falam de um assunto, como história da música ou da arte, que já é um assunto fascinante por natureza, instigam e despertam ainda mais a curiosidade de quem ouve. Torna-se muita interessante o trabalho da pesquisa, pouco explorado e valorizado no Brasil, e se realizado de maneira séria pode trazer muita contribuição para as áreas da performance e da pedagogia musical.
Na parte da tarde tivemos o segundo ensaio com o maestro Homero, que me pediu para ler uma peça onde há um trio (B T2 e T1) onde farei a parte de tenor 2, ou seja, será uma peça cantada pelo madrigal que dialogará com um trio no concerto do dia 29. Eu aceitei na hora! As peças deste ano estão repletas de cromatismo. Lembrei muito do JOVEM CANTO que têm algumas peças com esses cromatismo. Claro que são “fichinhas” perto dos cromatismos cabeludos de Purcell e Monteverdi...hehe...mas, se continuarem se empenhando nas nossas manossolfas, logo estarão cantando essas “pedreiras” do repertório, que tirada a dificuldade de leitura e realização, são MARAVILHOSAS!
Fomos à noite ao concerto de cravo com o francês de apenas 25 anos, Benjamin Alard que executou peças avulsas de François Couperin (1668-1733) e de Johann Sebastian Bach (1685-1750) a Suite Francesa BWV 814 e a Partita nº4 BWV 828. Não há muito o que dizer sobre a atuação do jovem francês. Todos puderam perceber sua precisão e virtuosismo além de profundo conhecimento do estilo. As vozes (linhas melódicas) sempre muito claras e bem definidas. Mais uma vez a boa realização de um excelente músico desmente o mito de que o cravo não tem dinâmica.
Abraço a todos!
RODRIGO.
ALESSANDRO SANTORO - cravo
LUIZ OTAVIO SANTOS (dir. artistico do festival - violino)
Hoje tivemos a primeira aula de regência com Mário Assef. Basicamente as pessoas se apresentaram e contaram sua experiência profissional.
Fiz minha inscrição no madrigal do Homero Magalhães Filho. Os ensaios começarão amanhã à tarde. Quem fez parte do madrigal nos outros anos não precisa fazer teste. Fiquei sabendo que a procura está grande e por isso ele disse que seria mais criterioso nas escolhas...oba! rs
Fomos à noite no concerto da Orquestra Barroca do Festival dirigida pelo violinista Luis Otávio Santos. Foi um grande concerto! No repertório tinham suítes e sonatas do austríaco Georg Muffat (1653-1704) que dentre os compositores barrocos europeus foi quem absorveu muito bem o estilo francês e o estilo italiano, que opunham-se e suscitavam posições partidárias. Muffat é responsável por aquilo que o musicólogo Nikolaus Harnoncourt descreve como “os gostos reunidos”. As suítes de Muffat lembram claramente as suítes de Jean Baptiste Lully pelo timbre característico do oboé com os violinos, pela forma característica da overture francesa e dos movimentos de dança, além dos ornamentos realizados de maneira rigorosa. As sonatas, por sua vez, remetem ao estilo italiano de Arcangelo Corelli e sua forma de desenvolver o concerto grosso onde o concertino (2 violinos, cello e contínuo) dialogam com o tutti (toda a orquestra), pelo melodismo e ornamentação mais livres.
Por fim tocaram a suíte nº 4 de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Bach como sempre é diferente de tudo que ouvimos. Ao contrário dos Franceses e italianos, “imitados” muito bem por Muffat, as seções de cordas, madeiras e metais ganham autonomia e mesmo entre si desenvolvem linhas completamente diferentes. O trabalho polifônico de Bach se dá dentro de cada naipe. Além das cordas, madeiras (oboés e traverso) e contínuo (cello, contrabaixo e cravo), nesta suíte também tiveram percussão e metais (3 trompetes naturais). A orquestra se reorganizou com as seções bem separadas – as madeiras sentaram à frente da orquestra – pra enfatizar a escrita ricamente polifônica e timbristicamente de Bach.
A orquestra toca com instrumentos de época e é dirigida pelo spalla Luiz Otávio Santos que rege tocando o violino à frente da orquestra. Tudo que se diz como “interpretação historicamente informada” estava lá. As articulações que é a primazia do barroco, as fermatas, cadências, respirações e ligeiras mudanças de andamento eram executadas com grande precisão. Essa precisão muito provavelmente diz mais respeito a um profundo conhecimento estilístico por parte do grupo e de seu diretor do que uma detalhada notação de sinais e símbolos musicais precisos a cada nota tocada, compasso ou parte. Só é possível todos articularem, atacarem, sustentarem ou respirarem juntos se há uma boa orientação na preparação, mas, se há conhecimento de tal idioma musical. Isso tudo a orquestra já mostrou – não só desta vez – que tem, mas, o talvez o diferencial dessa orquestra para as outras orquestras da Europa do mesmo gênero seja o fato de serem brasileiros. Não podemos ignorar que todos têm no sangue o swing herdado de nossos ancestrais e não interessa se tocamos Bach ou Pixinguinha...sempre vai ter um swing especial.
Desculpem a falação, mas, não dá pra deixar passar. Um grande abraço a todos e obrigado por acompanhar nosso blog.
RODRIGO.
ORQUESTRA DO FESTIVAL NA EDIÇÃO 2009
PARA VOCÊ CONHECER UM POUCO DE Georg Muffatt
A SUITE ORQUESTRAL (também chamada ABERTURA) de BACH BWV 1069
17/jul/2010 - Estou me revezando entre arrumar as malas, dar atenção aos meus dois pequenos sobrinhos e assistir aos vídeos de um coro que a Sirlei me mandou no Orkut. Sempre fica uma expectativa por mais que não seja novidade participar deste festival. Aulas pela manhã, ensaios à tarde e concertos à noite. Serão 13 dias seguidos nessa rotina. O festival começa hoje, 17 de julho e termina dia 31. Ficarei até o dia do concerto em que cantarei com o Madrigal sob regência do maestro Homero Magalhães Filho, dia 29. Durante esses dias reportarei a todos sobre as aulas, ensaios e concertos. Parto hoje às 19h de São José dos Campos e devo chegar a Juiz de Fora por volta das 2h da madruga. Espero que todos curtam essa jornada.
Queridos membros da Academia Concerto, que saudades de todos!!! Lamentamos não conseguir postar nos últimos dias de Praga mas tínhamos apenas 3 dias aqui para pesquisar e assistir muita coisa então não sobrava muita energia hehe. Mas prometemos contar tudo e continuar relatando o que vimos e ouvimos nessas duas semanas assim que estivermos em Sorocaba. Os comentários técnicos serão feitos nos ensaios de cada grupo e iremos assistir, analisar e estudar mais de 60 horas de excelentes concertos corais que estamos levando!!!
Estamos no aeroporto de Praga a poucos minutos do embarque. Chegamos em SP amanha de madrugada!
Até!!
Agradecemos a todos que nos acompanharam, as palavras de boa viagem, incentivo, carinho e orações!
Pegamos o trem em Sopot pontualmente as 6h44! Descemos a Polônia de alto a baixo, literalmente. É um país que ainda se recupera das marcas da cortina de ferro. Um país simples, bem rural. Não tivemos problemas com a enchente embora tenhamos visto alagamentos pela janela do trem. Os trens ainda são muito antigos mas confortáveis. Ainda existe instruções nos vagões em russo da época do comunismo....entendemos tudo,rsrsrsr!
Viajamos 12h até Cracóvia.
Deu tempo de fazer um rápido tour de taxi, comer e embarcar num confortável vagão leito. Dormimos a noite toda com o balanço do trem e acordamos em Praga.
Tivemos um dia cheio e teremos outro amanhã. Vamos dormir e amanhã contaremos nosso primeiro dia na cidade com os coros da Radost.
Segundo dia das provas do festival - música secular. O mais difícil de todos. O nível está altíssimo, o que dá mais trabalho para o juri decidir. Além de julgar os coros, o juri tem que divulgar os finalistas que vão disputar o Grand Prix - prêmio máximo do festival.
Dos 19 coros 3 foram indicados para essa posição. Dos 3, 2 são coros jovens. Isso nos deixa satisfeitos com o futuro da música coral.
No período da tarde houve um workshop sobre a música vocal de Chopin. "Chopin in many voices".
A noite assistimos um concerto com 4 coros do festival:Karlshamn Chamber Choir, Sweden
Youth Choir TEMASEK, Singapore
University of Santo Tomas Choir, Manila, Philippines
Sopot Festival Choir Mundus Cantat, Sopot, Poland.
Como sempre os filipinos foram impecáveis e fizeram grande sucesso sendo aplaudidos entusiasticamente em pé. Retornaram para um BIS.
Dia dos resultados das provas.
Pela manhã os 3 coros indicados para o Grand Prix se apresentaram para o juri. Cada coro cantou 2 músicas.
À tarde o juri recebeu os regentes dos coros concorrentes na Prefeitura de Sopot para uma rápida conversa individual sobre o desempenho de cada grupo e sugestões.
Às 18h - Estava uma tarde linda com muito sol.
Concerto de 4 coros premiados com diploma ouro num palco especial do Píer que tinha como fundo o prédio ( uma nova galeria da cidade ) e os coros cantaram com vista para o mar Báltico; Entrega de todos os Diplomas de premiação.
Grande coral com todos os componentes cantando Gaude Mater Polonia, An Irish Blessing e uma peça de Chopin.
O vencedor do Grand Prix foi o Coro da Uversidade San Thomas- Filipinas
Depois, festinha com comida gostosa, excelente música ao vivo à beira mar....!
Estamos devendo as fotos dos 2 últimos dias....assim que houver chance postamos.
Passamos um agradável com a família Tomschak ( Pró-Reitor da akademia de Música de Gdánsk )
Delicioso churrasco, conversas musicais... com a incrível hospitalidade polonesa.
No final da tarde ele nos levou para caminhar num dos pontos mais belos de Gdánsk: delta do rio que passa pela cidade no encontro com o mar Báltico. Chegou a fazer calor hoje e vimos o por so sol de um pequeno barco a vela (nosso taxi ).
À noite assistimos o último concerto em solo polonês. Audição dos alunos dos cursos de Jazz Vocal, Musicais e Dança...
Sim, existe curso superior nessas áreas aqui! Interessante ouvir os polonese cantando jazz e com direito a música brasileira "Água de Beber".
Fizeram também o arranjo que o Cantilena canta do "Singing in the rain".
Hora da despedida dos amigos poloneses e fazer as malas. Amanhã embarcamos para Praga e passaremos 24 horas viajando de trem ( escolha pessoal para conhecer mais do interior do país ). Temos conhecimento das inundações no sul da Polônia mas onde estamos nem choveu! Esperamos não ter problemas amanhã na viagem. Na próxima terça escrevemos mais. Bye,bye
Assistimos o brilhante coro The Elisabeth Singers de Hiroshima – Japão. Eles vieram como coro convidado em turnê. Não fazem parte da competição. Coro formado por músicos. Apresentaram um repertório totalmente dedicado à musica coral japonesa moderna (sec. XX e XXI). Foi como assistir o AVATAR em 3D!!! O concerto iniciou com o coro totalmente espalhado, produzindo sons e efeitos sobrepostos. As vozes femininas andando pela nave da igreja e as vozes masculinas no altar entoando um cantus firmus. Isso, na incrível acústica medieval da Basílica St. Jerzego em Gdánsk, gerou um efeito tridimensional na audiência.
Todas as peças eram de grande efeito, com acordes e intervalos complexos mas executados com clareza e precisão nipônicas!
Coro extremamente disciplinado com vozes especiais desde o mais agudo soprano – super agudo mesmo!!!- até o baixo mais profundo.
O maestro Chifuru Matsubara conduziu o coro com gestos simples e eficazes. Em algumas peças foi utilizado instrumentos de percussão japoneses como Taiko. Foram aplaudidos longamente em pé! Um concerto para não esquecer!!!
Local ( agora reformado) das apresentações no Píer de sopot
Camerata Vocal (??) Parece, ne? Este é um coro masculino da Akademia de Música de Gdánsk. Cantaram S
Parte do público presente na abertura
Dia longo!!!
Início das provas do Festival Internacional de Coros Mundus Cantat-
Maestro Altamiro e os outros jurados ( apenas outros 2 poloneses, pois o maestro americano não conseguiu vir ao festival por problemas com vôo ) iniciaram a difícil tarefa de avaliar os coros participantes.
Notamos a presença de vários coros jovens nessa edição do festival. Eles são de várias partes: Singapura, Polônia, Ucrânia, mas todos com excelente qualidade musical e vocal, que emocionou a todos. Nos fez sentir saudades e imaginar o quanto o nosso Jovem Canto pode crescer.
As provas não são mais na mesma igreja (St. George). Pela primeira vez estão na igreja St. Gewiazda Morza, que fica ao lado da prefeitura. O interior é parecido com a primeira, porém mais ampla e clara; acústica igualmente excepcional.
As 16h iniciou o tradicional desfile (Parada Show) descendo pela Monte Cassino Street até o píer na principal praia de Sopot. Agora o desfile passa por dentro de um novo shopping(!!!) até sair pelo outro lado e chegar ao novo local do concerto de abertura, realizado num palco de alvenaria com teto em gesso, boa acústica e excelente sistema de som. Lana tomou um capuccino neste shopping: 15 zlots!!
Hoje tivemos pela primeira vez um dia inteiro de sol e até um pouco de calor, que ajudou o clima de confraternização neste dia. A Monte Cassino Street se encheu do colorido dos diferentes uniformes e bandeiras dos países e dos sons mais peculiares de cada língua- pois cada grupo desceu cantando música do seu repertório.
Os jurados desceram na frente e tentaram cantar um cânone de W. Amadeus Mozart....rsrsrsrsr.... não deu certo. Eles são melhores regentes que cantores...
Cada coro cantou 2 peças no palco, totalizando mais de 2h de música coral internacional de alto nível: música sacra, erudita, folclórica, jazz, barbershop, trilha de cinema, gospel.
Os cantores tem de 8 a 80, literalmente! O canto coral é um dos trabalhos humanos mais democráticos que existe: pode ser que a sua verdadeira beleza esteja neste fato!
Para completar o dia atravessamos Sopot para um dos locais que nos trazem boas lembranças de 2008: O Seminário ao lado da igreja St. Zeslania Ducha onde ficamos hospedados com o Camerata Vocal. Fomos lá para assistir o concerto de 4 coros do festival. Igreja cheia.
Coro Masculino de Alunos - Academia de Musica de Gdansk
Marek Pijarowski e Altamiro Bernardes
Alunas de Dança
Ensaio da Polish Baltic Philarmonic
Coro feminino
Ensaio
Passamos uma manhã na Academia de Música de Gdánsk, na sala de concertos que traz ótimas recordações ao Camerata Vocal...assistimos uma audição dos alunos para uma platéia de crianças de 3 escolas de 1ª a 4ª série. A sala estava lotada!
As performances foram de canto, regência, dança, jazz , ginástica artística e ballet contemporâneo.
A regência dos grupos, bem como as coreografias, foram de responsabilidade de alunos que estão se formando no fim do mês. O resultado artístico já soava profissional embora os formandos fossem bem novos.
Mais tarde fomos conhecer as instalações da Filarmônica de Gdánsk. Uma antiga usina de energia transformada em sala de concerto e centro de convenções. Além de uma ótima sala principal - em forma de arena, possui 4 salas de música de câmera e estúdio de gravação – um dos melhores da Europa.
O Foyer do prédio é usado para exposições e atualmente exibe algumas obras de um pintor polonês , que faleceu há 2 anos, que dedicou sua carreira a pintar um quadro para cada obra do compositor F. Chopin. Muito interessantes fazer a comparação da imagem do quadro com a peça para piano.
Tivemos a honra de conhecer o maestro titular Marek Pijarowski e assistimos ao ensaio da Sinfonia IV de Tchaikovsky. A orquestra tem um som maduro e agradável e a regência é clara e precisa.
Fomos recebidos no ensaio do coro da Universidade de Gdásnk ( uma universidade pública muito bem conceituada, com 40 anos de existência ). Ouvimos apenas o ensaio de naipe das vozes femininas...fan-tás-ti-co. Esse coro é formado por alunos de diversos cursos- detalhe: nesta universidade não há curso de música- mas todos que desejam cantar passam por um teste em que se exige leitura musical e técnica vocal. No coro também canta ex-alunos e funcionários da universidade- o total: 90 vozes. O regente do coro é o Maestro Marcin Tomscak, professor de regência, vice-reitor da Academia de Música de Gdánsk, jurado e diretor artístico do Festival Mundus Cantat.
Assistimos um ensaio com um repertório moderno de alto grau de dificuldade. O maestro é bastante exigente com a qualidade das vogais a ponto de ouvir individualmente os membros do coro até ter certeza de que todos estão com a mesma cor de vogal.
O clima no ensaio é agradável, como os nossos...porém são muito focados!
O jovem assistente do maestro se lembrou de ter assistido o concerto do Camerata Vocal na Academia de Música de Gdánsk em 2008, além de ter ouvido uma das provas do Festival.
Fomos convidados a assistir o último ensaio para o concerto de formatura de um dos alunos do maestro Marcin. Foi numa das muitas igrejas de Gdánsk- lindíssima e perfeita para canto coral a cappella- O coro era da paróquia, uma exigência da faculdade para que o formando demonstre ser capaz de preparar um coro amador para um concerto. Entendam esse “coro amador” como um coro capaz de realizar um repertório de alto nível sempre....
No repertório havia peças polifônicas complexas, música sec. XX bem como peças acompanhadas por órgão de tubos.
Após essas atividades o maestro nos convidou para tomarmos um agradável café em sua residência ( UAU!) em que conversamos sobre vários assuntos ligados a música coral.
Olá....nossa viagem não poderia começar melhor: no ano do bicentenário do nascimento de F. Chopin, estamos na Polônia, sua terra natal, e ouvimos um recital de piano com suas obras por uma das mais brilhantes jovens pianistas da atualidade. Finalista do famoso concurso internacional de piano Chopin em Varsóvia. Esse concerto foi numa sala na prefeitura de Sopot . No mesmo programa o coro anfitrião do festival "Mundus Cantat Chamber Choir" interpretou peças de Chopin - que originalmente escreveu para solo - arranjadas para coro a 4 vozes por arranjadores poloneses. Este concerto abriu oficialmente a programação do Festival Internacional de Coros- Mundus Cantat 2010
À noite participamos de um concerto comemorativo pelos 20 anos de emancipação da cidade de Sopot. Várias autoridades da política e da cultura no auditório do Hotel Sheraton, onde ouvimos o brilhante pianista e compositor Leszek Mozdzer....vcs ainda vão ouvir falar dele...um gênio que domina com grande criatividade as técnicas de composição e arranjo, transcendendo o tempo, o genero, a forma e o estilo...
Toda a programação do dia foi realizada pela BART - Baltic Artistic Agency- que também é a agència oficial da Academia Concerto na Europa.
Jantar de Boas Vindas na casa da Família Stankowska
Querido membros da Academia Concerto, perdoem a falta de noticias (e de acentos no texto), mas o que deveria ser facil e simples no sec XX,I como conectar-se a rede, nao foi nos ultimos 3 dias!!
Chegamos bem a Gdansky no ultimo sabado depois de muito stress em SP devido ao trafego. Quase perdemos nosso voo mesmo tendo saido 6h antes de casa!! Gracas a habilidade do meu cunhado e de algumas manobras nao permitidas pela lei, fomos os ultimos a embarcar e aqui estamos!
Em Frankfurt, gracas ao atraso do voo do Brasil perdemos nossa conexao para Gdansky o que nos deu tempo para saborerar algo tipicamente alemao: salchichas+batatas+cerveja!!
Quando finalmente chegamos em Gdansky encontramos nosso amigos Derek e Andreij exaustos e famintos devido a 3 horas de atraso, mas com a calorosa e amigavel recpcao polonesa.
Fomos recebidos com um jantar na casa da familia Stankowska e em seguida viemos para a Sala de Concertos da Opera na Floresta, onde estamos hospedados nas instalacoes destinadas a maestros e solistas convidados.
No proximo post eu conto dos primeiros concertos de ontem!
Queridos membros da Academia Concerto!! Estamos de partida daqui a pouco!! Torçam por nós e acompanhem nossa viagem pelo BLOG!! Estamos representando todos vocês lá!
Próximo dia 13 de Maio inicia-se o Mundus Cantat 2010 na cidade de Sopot na Polônia. A grande novidade deste evento para este ano é a presença do Maestro Altamiro na composição da mesa de jurados.